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Lágrimas e Cura
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Lágrimas e Cura; A jornada até a luz depois de um  relacionamento de abuso
Escrito por Richard, 21CP
 

Edição:

Portuguese e-Livro (pdf) 185 páginas
Preço:   R$30,00 -- Envio grátis
Disponibilidade: Geralmente o envio ocorre em 10 minutos
Publicação: Dalkeith Press (2005)
ISBN: 1-933369-03-5 
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Morando com um Parceiro com Transtorno de Personalidade Borderline -  Você não é Louco
(Capítulo 3)

É dolorido e confuso viver com um parceiro doente. Qualquer que seja a doença, seja ela de trantorno de personalidade borderline, narcisista, alcoolismo, personalidade anti-social. Pode ser tentador pensar que toda a loucura da sua vida seja resultado da doença do seu parceiro. Mas na realidade você está experienciando a sua interação com a doença do seu parceiro. Somente entendendo como você e seu parceiro funcionam, como o desvio de personalidade afeta o comportamento dele ou dela, e como você interage, é que você pode começar a entender e julgar o que realmente est’a acontecendo. 

Para muitos indivíduos nestas situações, a primeira attitude a ser tomada é a de entender que nós não estamos loucos. Transtorno de personalidade borderline, de personalidade narcisista, e antisocial vão todas levar a comportamentos de abuso. Alcoólatras frequentemente sofrem destes transtornos mesmo que não se reconheça isto. Pessoas que sofrem destes desvios tem emoções extremadas, que os levam as ações que variam do conflito a brutalidade. Transtornos de personalidade são adequadamente nomeadas, porque as mentes das pessoas que sofrem destes transtornos trabalham de maneira diferente das pessoas que são saudáveis.  

Pessoas que tem o transtorno não conseguem lidar com a realidade de seus comportamentos. A um certo ponto eles percebem quão machucados eles estão, mas para aceitar esta falha neles mesmos é muito doloroso. Assim , aquele que tem o transtorno abusa de nós invertendo a nossa realidade para que a deles seja menos dolorida. Um dos mais comuns mecanismos de defesa que eles usam é a projeção. Por projeção entende-se que seja a característica que eles acham mais dolorida em aceitar é a que eles projetam sobre nós. E na maioria das vezes o que é projetado é a doença mental."Eu não tenho BPD. VOCÊ É QUE TEM BPD"  Outro mecanismo de defesa comum e difícil é da tranferência da culpa. É culpa sua do que aconteceu, bla, bla, bla ……..

Depois de um tempo se torna difícil distinguir o que é real do que est”a sendo projetado e do que está sendo distorcido. Nós começamos perceber que a nossa realidade e a questionar se estamos loucos, ou se eles, nossos parceiros estão realmente certos a respeito do que eles dizem.

A verdade é, ELES NÃO ESTÃO CERTOS. Mas, eles se sentem melhor quando nos fazem carregar o peso da doença e de seu comportamento.

O que é pior, pessoas com desvios escondem seus problemas muito bem. Pessoas com todos estes transtornos de personalidade – borderline, narcisista,  antisocial – tem sérios desajustes em levar a vida. Assim, eles vivem em um vulcão emocional. Eles procuram mostrar um aparência composta, escondendo a doença de quase todas as pessoas. Só quando nós chegamos num relacionamento íntimo e pessoal que os transtornos de personalidade  e comportamentos que envolvem abuso vem à tona. E por que suas vidas estão devastadas por este vulcão emocional, há muita emoção que é direcionada a nós. Para completar, os outros que estão a nossa volta não conseguem ver isto, o que nos causa confusão maior.

Os diferentes transtornos tem também diferentes camadas de temas. Pessoas sofrendo de transtorno de personalidade respondem a alguns eventos com um medo extremo de abandono – eventos que tem um significado mínimo para pessoas que estão saudáveis. Similarmente, aqueles que sofrem de transtorno de personalidade narcisista respondem com ações de defesa extrema a eventos que eles se sentem ameaçados em sua percepção como especiais e privilegiados. Aqueles com trantornos de personalidade antisocial carecem de sentimentos de responsabilidade e compaixão e tem pouca motivação em evitar certas reações. E os alcoólatras podem mostrar qualquer uma destas características, suas inibições em mostrar comportamentos que machucam estejam  estimuladas pela intoxicação.

Tudo isto leva à muita confusão para aqueles que como nós estejam comprometidos num relacionamento com alguém com transtorno de personalidade. A minha própria experiência foi com alguém que poderia ter sido diagnosticada no seu pior nível, e definitivamente não no seu melhor – transtorno de personalidade borderline.O que eu aprendi, quando comecei a ajudar pessoas com experiências mais abrangentes, que muito do que eu aprendi sobre abuso e desvios de personalidade também se aplica a trantorno de personalidade narcisista e antisocial.

Outro tema que observei ao longo do tempo é a ligação com o alcoolismo. AA e Al-Anon tem uma cultura que trata o alcoolismo como uma doença isolada e singular. Assim, as pessoas que buscam suporte através destes canais tem a tendência a pensar que não há nada além do alcoolismo pra se apreder. Ao mesmo tempo, esta abordagem deixa algumas coisa sem explicação. Eles falam a respeito do “bebado seco” e problemas que ainda persistem depois que os acoólatras atingem a sobriedade. Por que isto acontece? Se o vício pelo álcool é o problema, porque é que as coisas não melhoram quando a dependência para?

A realidade mais provável é que o alcoolismo, e outros vícios, como maconha, remédios que causam dependência, cocaine e etc, sejam resultado de transtornos de personalidade. No caso da minha ex-mulher, uma mistura de dependência pelo álcool, e remedios receitados para tratamento psicológico foram resultados da sua auto-medicação em lidar com o seu desvio. O Vício é extremamente tóxico, e piora consideravelmente os efeitos de um transtorno de personalidade. Mas, se a uso da droga para, o desvio de personalidade ainda está lá por baixo das camadas.

Assim, entender como o parceiro com transtorno de personalidade borderline, narcisista, antisocial, alcoólatra, e viciado em drogas vai interagir se torna essencial para que nós possamos tocar nossas situações e nossas próprias vidas. E pra começar, nós temos que perceber que mesmo que sejamos vítimas de uma campanha de distorção prolongada e que nos sintamos confusos a respeito das coisas, NÓS NÃO ESTAMOS LOUCOS.

 

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